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sábado, 15 de abril de 2023

Covid: ministério reduzirá período de isolamento para 5 dias em maio

A mudança no período de isolamento foi determinada por estudos do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas

isolamento de cinco dias
O Ministério da Saúde informou que o período de isolamento recomendado para pacientes com COVID-19 será reduzido de sete para cinco dias a partir de 8 de maio, quando a doença será reclassificada na mesma categoria da gripe sazonal, publicou a mídia local. 

Hoje os pacientes com COVID-19 devem, em princípio, permanecer em casa por sete dias após o início dos sintomas, segundo a lei de prevenção de doenças infecciosas.

Mas na sexta-feira (14), o ministro Katsunobu Kato disse que recomendará um novo período de auto-isolamento de cinco dias após o início dos sintomas.

Caso os sintomas persistam no quinto dia, o ministério recomendará que os pacientes fiquem em casa e monitorem sua condição até que se passem 24 horas desde que os sintomas tenham melhorado.

A mudança no período de isolamento foi determinada por estudos do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas. 

A alteração tem como base o fato de que a quantidade média de vírus em indivíduos infectados é alta por cerca de três dias após o início dos sintomas, mas diminui para um vigésimo a um quinquagésimo por volta do sexto dia.

Apesar da liberação do uso de máscaras já vigorar, o ministério continuará pedindo aos pacientes que usem máscaras por 10 dias a partir do dia seguinte ao início dos sintomas.

A ministra da Educação, Keiko Nagaoka, falou sobre as diretrizes referentes às escolas. 

Ela disse que as crianças infectadas serão obrigadas a ficar longe da escola “até que se passem cinco dias desde o início dos sintomas e um dia logo que os sintomas melhorarem”.

O período de ausência atual é de sete dias.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Casos diários de Covid no Japão ultrapassam 100.000 pela primeira vez em 2 meses

Hokkaido, no norte do país, registrou um recorde de 10.906 infecções

Japão
As novas infecções diárias por Covid-19 no Japão ultrapassaram 100.000 nesta terça-feira (15) pela primeira vez em dois meses, informou a emissora Fuji TV.

Os casos aumentaram nas últimas semanas no que algumas autoridades chamam de oitava onda no decorrer da pandemia. Novas infecções diárias no Japão não chegavam a 100.000 desde 14 de setembro, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Nesta terça-feira, o Japão relatou 102.829 casos, um aumento de 21.428 em relação ao mesmo dia da semana passada. Considerando apenas Tóquio, foram registradas 11.196 infecções, um aumento de 2.531.

Hokkaido, no norte do país, teve um recorde de 10.906 casos, registrando mais de 10.000 pela primeira vez desde o início da pandemia.

O governo japonês pode voltar a impor restrições de movimento das pessoas se os casos de Covid-19 atingirem níveis iguais ou superiores à sétima onda de infecções que teve pico no verão passado com mais de 260.000 casos em um dia.

Se os casos aumentarem em proporção igual ou superior em relação à onda anterior, deixando o sistema médico em nível crítico, o governo vai emitir às províncias uma "declaração para fortalecer medidas" contra a Covid-19.

Após a declaração, as províncias terão autoridade para voltar a impor restrições, como pedir aos moradores que evitem sair de casa, não programem viagens e não se aglomerem em locais fechados, entre outras medidas.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Japão flexibilizará entrada de novos estrangeiros a partir de março, exceto turistas

As medidas serão amenizadas gradualmente e dependem de várias condições

entrar no Japão
O Japão aliviará os controles de fronteira determinados para combater a disseminação da Covid-19, disse o primeiro-ministro Fumio Kishida na quinta-feira (17), amenizando medidas que estão entre as mais rígidas impostas por países ricos e foram criticadas por empresas e educadores.

Cerca de 150.000 estudantes estrangeiros não conseguiram entrar no Japão nos últimos dois anos, juntamente com trabalhadores muito necessários para uma nação envelhecida com uma população cada vez menor, provocando alertas de escassez de mão de obra e danos à sua reputação internacional.

Desde novembro, o Japão tem proibido a entrada de novos estrangeiros, deixando as portas abertas apenas para seus cidadãos e estrangeiros residentes no país.

A partir de março, as autoridades aumentarão o número de pessoas autorizadas a entrar para 5.000 por dia, em comparação aos 3.500 agora, disse Kishida em entrevista coletiva.

"Vamos permitir a entrada de estrangeiros, exceto turistas", disse. As medidas serão flexibilizadas gradualmente e dependem de várias condições, incluindo as taxas de infecção em outros países, afirmou Kishida.

O período de quarentena obrigatória será reduzido de sete para três dias em algumas condições, disse.

Em alguns casos, não haverá exigência de quarentena se o viajante apresentar o comprovante da terceira dose da vacina contra Covid-19 e teste negativo, além de ter vindo de um país onde o nível de infecções está baixo.

Segundo Kishida, a mudança ocorre porque o número de infecções por coronavírus mostra sinais de declínio, o que significa que o Japão precisa começar a se preparar para uma nova fase.

O país registrou 95.208 novas infecções na quinta-feira, depois de um pico de 105.617 em 5 de fevereiro, segundo a emissora NHK, mas as mortes chegaram ao recorde de 271, o maior número diário desde o início da pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Japão poderá ter até 32 províncias incluídas no estado pré-emergencial

Hoje o país tem 16 províncias aplicando medidas para conter o coronavírus

estado pré-emergencial
O Japão considera ampliar o estado pré-emergencial – ou de medidas prioritárias – para mais províncias em meio ao aumento de casos de Covid-19. O recurso está sendo aplicado em 16 províncias no momento, e com a inclusão das demais poderá chegar a 32, segundo a NHK e jornal Yomiuri. 

A contagem de novas infecções superou a marca dos 50.000 por dois dias seguidos até o domingo (23), e como consequência a taxa de ocupação nos leitos hospitalares também está aumentando, publicou a NHK. 

Na região de Kansai, as províncias de Osaka, Hyogo e Quioto pediram ao governo que fossem integradas ao recurso das medidas prioritárias. No sábado (22), Okayama fez o mesmo pedido. 

Outras províncias que consideram entrar com pedido são Fukuoka, Saga e Oita, na região de Kyushu. Os governadores de Ishikawa e Kagoshima também manifestaram desejo de pedir inclusão no recurso das medidas prioritárias, segundo o Yomiuri.  

O primeiro-ministro Fumio Kishida e seus ministros da Saúde, Shigeyuki Goto, e o responsável pela resposta ao coronavírus, Daishiro Yamagiwa, se reunirão nesta segunda-feira (24) para discutir o assunto. Na terça-feira (25) a decisão final será tomada após debate com o painel de especialistas. 

As províncias de Okinawa, Yamaguchi e Hiroshima já estão no estado pré-emergencial, que tem previsão de terminar dia 31 de janeiro. Mas o governo considera ampliar esse prazo. 

As medidas prioritárias basicamente incluem a redução do horário de funcionamento de restaurantes e bares e a redução ou suspensão do consumo de bebida alcoólica nestes estabelecimentos. Mas os governadores de cada província pode determinar ajustes conforme as necessidades locais. 

Diante da rápida disseminação da variante Ômicron, o ministro da Saúde deverá revisar o período de isolamento dos trabalhadores essenciais, como policiais, médicos e outros, que se tornaram “contatos próximos” de pessoas infectadas pelo coronavírus. Hoje esse período é de 6 dias. 

Uma das bases da decisão do governo do Japão será manter as atividades sociais, ao mesmo tempo em que procura evitar a propagação da infecção e minimizar o impacto na economia. 
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Atividade fabril do Japão cresce no ritmo mais rápido em quase quatro anos, mostra índice PMI

A atividade econômica no país enfrenta a pressão do maior salto nos preços de insumos em 13 anos

atividade fabril do Japão
A atividade fabril do Japão cresceu pelo ritmo mais rápido em quase quatro anos em novembro, conforme a produção acelerou com o afrouxamento das restrições relativas à Covid-19, desafiando a pressão do maior salto nos preços de insumos em 13 anos.

A atividade no setor de serviços também se acelerou, expandindo-se pelo ritmo mais rápido em mais de dois anos, à medida que as condições econômicas se estabilizaram após uma queda acentuada nos casos de Covid-19 e mortes devido ao aumento das vacinações.

O índice do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI, na sigla em inglês) au Jibun Bank Flash Japão subiu para 54,2 ajustado sazonalmente, seu ritmo de expansão mais rápido desde janeiro de 2018.

A leitura, que foi elevada por uma recuperação na produção geral e novos pedidos, em comparação com os 53,2 finais no mês anterior.

"A atividade nas empresas do setor privado japonês aumentou pelo segundo mês consecutivo em novembro", disse Usamah Bhatti, economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

O otimismo dos fabricantes para o ano à frente diminuiu ligeiramente em relação ao mês anterior, de acordo com a pesquisa, que também mostrou que as empresas de todos os setores enfrentaram pressões crescentes sobre os preços.

"Os preços dos insumos no setor privado aumentaram no ritmo mais rápido em mais de 13 anos, com as empresas atribuindo o aumento aos custos mais altos de matéria-prima, frete e pessoal em meio à escassez e deterioração do desempenho do fornecedor", disse Bhatti.

O índice au Jibun Bank Flash Services PMI melhorou para 52,1 ajustados sazonalmente em relação ao final do mês anterior de 50,7, colocando-o mais firmemente em território de expansão.

A leitura marcou o ritmo de crescimento mais rápido desde setembro de 2019, pouco antes de um aumento no imposto sobre vendas atingir a confiança do consumidor.

O PMI au Jibun Bank Flash Japan Composite, que é calculado usando manufatura e serviços, subiu para 52,5 em relação ao final de outubro de 50,7.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 29 de setembro de 2021

Japão vai manter algumas restrições a restaurantes e eventos após fim do estado de emergência

Os casos diários de Covid-19 caíram para 1.723 em todo o país na terça-feira, depois de um pico de mais de 25.000

fim do estado de emergência
O Japão suspenderá o estado de emergência em todas as regiões do país na quinta-feira (30) pela primeira vez em quase seis meses, conforme o número de novos casos e mortes diminui e a pressão no sistema médico diminui, disse o primeiro-ministro Yoshihide Suga.

Os casos diários de Covid-19 caíram para 1.723 em todo o país na terça-feira, depois de um pico de mais de 25.000 no mês passado, mas a abertura será gradual e algumas restrições a restaurantes e eventos de grande escala serão mantidas por cerca de um mês.

O governo introduzirá um sistema de certificação no qual apenas restaurantes aprovados podem permanecer abertos até as 21h e a proibição de servir bebidas alcoólicas será suspensa em todos os lugares, a menos que os governadores locais se oponham.

“Graças ao progresso na vacinação e na administração de medicamentos com anticorpos neutralizantes, estamos entrando em uma fase em que os serviços médicos podem ser oferecidos de maneira estável, mesmo que ocorra um certo grau de infecções”, disse Suga em uma reunião da força-tarefa contra o coronavírus.

O Japão evitou em grande parte surtos explosivos vistos em países como os Estados Unidos e a Índia, embora tenha se saído mal para os padrões do Leste Asiático, com cerca de 1,7 milhão de casos e pouco mais de 17.500 mortes desde o início da pandemia.

A variante Delta desencadeou uma quinta onda de infecções no Japão que levou as infecções a níveis recordes no mês passado, colocando tanta pressão nos hospitais que alguns pacientes acabaram morrendo em casa sem receber cuidados.

Para evitar que os hospitais fiquem lotados, o governo estendeu as restrições de emergência para cerca de 80% da população até o final de setembro, resultando na realização das Olimpíadas de Tóquio sem espectadores.

A emergência será suspensa logo após o Partido Liberal Democrata (PLD) escolher nesta quarta-feira seu novo líder, que substituirá Suga como primeiro-ministro graças à sua maioria parlamentar.

Suga decidiu não concorrer à eleição depois que seus índices de aprovação despencaram devido à forma como lidou com a pandemia.

Quase 60% da população está totalmente imunizada e o governo disse que todos aqueles que desejam tomam vacina receberão as duas doses até novembro.

O ministro da Economia, Yasutoshi Nishimura, explicou a abordagem gradual para a reabertura, dizendo que “os casos sem dúvida aumentarão” depois que o estado de emergência for suspenso.

“Precisamos continuar com as medidas necessárias para evitar um grande aumento”, disse ele, acrescentando que se os casos surgirem novamente, o restabelecimento de uma “quase emergência” mais limitada também é uma opção.

Estado de emergência (kinkyuu jitai sengen / 緊急事態宣言)
Até 30 de setembro
- Tóquio, Saitama, Chiba, Kanagawa, Osaka, Okinawa, Ibaraki, Tochigi, Gunma, Shizuoka, Quioto, Hyogo, Fukuoka, Hokkaido, Aichi, Mie, Gifu, Shiga, e Hiroshima

Medidas especiais - "quase emergência" (man-en boushi-tou juuten sochi / まん延防止等重点措置)
Até 30 de setembro
- Fukushima, Ishikawa, Kumamoto, Kagawa, Kagoshima, Miyazaki, Miyagi e Okayama
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Paralimpíada de Tóquio começa em meio a crise crescente de Covid

 Os organizadores admitiram que o evento será realizado em circunstâncias "muito difíceis"

Os Jogos Paralímpicos começaram em Tóquio na terça-feira (24) no momento em que o Japão enfrenta seu pior surto de Covid-19 até o momento, com um recorde de casos diários e um sistema médico sobrecarregado.

Na semana passada, os organizadores admitiram que a Paralimpíada será realizada em circunstâncias "muito difíceis" – a situação de saúde do país piorou desde que a Olimpíada terminou no dia 8 de agosto, e os hospitais da cidade-sede estão lotados.

O governo do Japão e o governo metropolitano de Tóquio apelaram na segunda-feira aos hospitais da capital para que aceitem mais pacientes de Covid-19, já que as infecções crescentes tornam cada vez mais difícil ter acesso a cuidados.

"Estou um pouco preocupado com a realização dos Jogos Paralímpicos. Ainda assim, espero que os atletas façam seu melhor", disse Chika Sasagawa, funcionário de escritório de 52 anos.

Embora o número de atletas e autoridades estrangeiros seja menos de um terço em relação à Olimpíada, o Japão relatou mais de 25 mil casos diários em três dias da semana passada, bem mais do que os 15 mil vistos ao final daquele evento no início deste mês.

Os organizadores da Paralimpíada, que acontecerá até 5 de setembro, dizem que planejam adotar os mesmos protocolos contra a Covid-19, ou "manual", que foram usados durante a Olimpíada.

Exames frequentes e outras restrições, como limitar a circulação de atletas e autoridades, mostraram-se eficazes para minimizar os riscos de infecção durante os Jogos, acrescentaram.

Como a Olimpíada, a Paralimpíada também transcorrerá essencialmente sem espectadores, e os organizadores pedem que os dirigentes dos Jogos evitem comer fora ou beber em grupos.

Os organizadores olímpicos relataram 404 infecções relacionadas ao evento. Eles realizaram cerca de 600 mil exames com uma taxa de infecção de 0,02%.

O Japão prorrogou as medidas emergenciais contra a Covid-19 na capital e em outras regiões para o período da Paralimpíada.

Cerca de 88% dos milhares de atletas e autoridades foram vacinados, disse o porta-voz do Comitê Olímpico Internacional (COI), Craig Spence, mas vários voluntários locais ainda precisam ser totalmente imunizados.

"Comparando com a Olimpíada, as infecções de Covid se disseminam mais agora. Tenho muitos receios, mas acredito que o Japão, como país-sede, está fazendo todos os esforços para que os atletas possam competir em segurança nos Jogos", disse Kana Matsuyama, moradora de Tóquio de 45 anos.

Brasil
Os medalhistas paralímpicos Petrúcio Ferreira, do atletismo, e Evelyn Oliveira, da bocha, foram os porta-bandeiras do Brasil na cerimônia de abertura.

Também participaram do desfile pela delegação brasileira a técnica da classe BC4 da bocha e staff da atleta Evelyn, Ana Carolina Alves, e o diretor técnico do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Alberto Martins.

Com direito a “dancinha” de Petrúcio e muita alegria de Evelyn, o Brasil foi o 116º país a desfilar na cerimônia, logo em seguida das Ilhas Faroe, já que a ordem do desfile dos países foi baseada no alfabeto japonês. 

"Neste momento, estou emocionado. Já chorei muito, mas foi um choro de alegria. Estar aqui, representando os atletas brasileiros, me deixa muito feliz. Gostaria que todos os outros atletas estivessem aqui, pulando e dançando, pois os brasileiros são os melhores do mundo. Obrigado, Brasil!", disse Petrúcio, em entrevista ao Sportv, logo após o desfile.

"Estou muito feliz por estar aqui. É uma honra poder representar o esporte paralímpico e todos os atletas brasileiros. Muito obrigado, Brasil", comemorou, Evelyn.

Segundo o Comitê Paralímpico Internacional (IPC, em inglês), serão 162 países, incluindo a Equipe Paralímpica de Refugiados, que participarão dos Jogos de Tóquio.

No total, foram cerca de 6 mil atletas e integrantes de comissões técnicas que participaram da solenidade, além de 900 pessoas entre patrocinadores e convidados de honra. Também 3,5 mil jornalistas estiveram envolvidos na cobertura do evento.

A seleção brasileira masculina de goalball será a primeira a estrear pelo país. Joga contra a Lituânia na manhã desta quarta-feira.

A natação, segunda modalidade com o maior número de representantes, estreia no primeiro dia oficial de competições do evento com grandes nomes na piscina do Centro Aquático de Tóquio como o multimedalhista Daniel Dias (classe S5), Carol Santiago (S12) e Phelipe Rodrigues (S10).

Em seu planejamento estratégico, o CPB estabeleceu como meta se manter entre as dez principais potências do planeta nos Jogos Paralímpicos.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 19 de março de 2021

Situação ainda é “grave”, diz governadora de Tóquio após decisão de suspender estado de emergência

Nem todas as restrições foram descartadas em Tóquio, Saitama, Chiba e Kanagawa

governadora de Tóquio
O Japão suspenderá o estado de emergência do coronavírus na área de Tóquio no próximo domingo (21), disse o primeiro-ministro Yoshihide Suga, mas a governadora da capital, Yuriko Koike, alertou os cidadãos a não baixarem a guarda.

Koike disse que a situação em Tóquio ainda é "grave" e que o coronavírus ainda não foi controlado.

"A primeira leva de vacinas para 14 milhões só começou, e até termos terminado temos que lutar com as próprias mãos".

Suga disse que a disponibilidade de leitos hospitalares melhorou em Tóquio e nas províncias vizinhas, onde as restrições se mantêm desde o início de janeiro.

"Após este desdobramento, decidimos suspender o estado de emergência em Tóquio e nas províncias de Saitama, Chiba e Kanagawa a partir de 21 de março", disse Suga.

Embora pressionado a controlar a Covid-19 antes da Olimpíada no próximo verão, o governo está ansioso para reativar a atividade econômica na área da grande Tóquio, cujos 36 milhões de habitantes representam 30% da população japonesa.

Mas especialistas observaram na reunião do comitê de aconselhamento do governo que as infecções estão aumentando e que um ressurgimento é provável.

É por isto que nem todas as restrições foram descartadas. Após o fim da emergência, as quatro províncias pedirão que os restaurantes fechem às 21h, ao menos até o final de março, para diminuir a chance de um ressurgimento de infecções, disse o governador de Kanagawa, Yuji Kuroiwa.

Os legisladores da oposição criticaram o momento da saída do estado de emergência. Yukio Edano, líder do Partido Democrático Constitucional do Japão, disse que é "prematuro" e teme que as infecções aumentem novamente.

Tóquio registrou 409 novos casos de coronavírus na quarta-feira e 323 na quinta-feira, depois de um pico de 2.520 em 7 de janeiro.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 9 de março de 2021

Japão fará Olimpíada de Tóquio sem torcedores estrangeiros, diz agência

O governo concluiu que receber torcedores do exterior não seria possível por causa do coronavírus e de variantes mais contagiosas em muitos países

Olimpíada de Tóquio
O Japão decidiu realizar a Olimpíada e a Paralimpíada de Tóquio sem espectadores estrangeiros devido à preocupação do público japonês com a Covid-19, disse a agência de notícias Kyodo nesta terça-feira, citando autoridades a par do assunto.

A Kyodo disse que o governo concluiu que receber torcedores do exterior não seria possível por causa do temor público com o coronavírus e da detecção de variantes mais contagiosas em muitos países, disseram as autoridades, segundo a Kyodo.

A cerimônia de abertura do revezamento da tocha olímpica também acontecerá sem público.

“O comitê organizador decidiu que é essencial realizar a cerimônia no município de Fukushima, no nordeste, a portas fechadas, só permitindo que participantes e convidados tomem parte no evento, para evitar que grandes multidões se formem em meio à pandemia”, disseram as autoridades, sempre de acordo com a agência.

Os Jogos devem acontecer entre 23 de julho e 8 de agosto.

A maioria dos japoneses não quer que espectadores estrangeiros compareçam à Olimpíada de Tóquio por medo de que uma influxo grande de visitantes provoque um ressurgimento de infecções novas de coronavírus, mostrou uma pesquisa do jornal Yomiuri.

A enquete mostrou que 77% dos entrevistados são contra a presença de torcedores do exterior e que 18% são a favor.
Fonte: InfoMoney com Reuters

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Vacinação de idosos deve começar em 12 de abril, diz Suga

As vacinações de idosos começarão em uma escala pequena para lidar com quaisquer problemas técnicos e de distribuição

vacina
O Japão deve começar a vacinar os idosos em 12 de abril, disse o primeiro-ministro Yoshihide Suga na quarta-feira (24), quando o programa de imunização expande além de profissionais da saúde.

Taro Kono, ministro responsável pelos esforços de vacinação, havia dito anteriormente que estava visando iniciar a administração de doses a pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, um grupo de cerca de 36 milhões, em 1º de abril o mais brevemente.

As vacinações de idosos começarão em uma escala pequena para lidar com quaisquer problemas técnicos e de distribuição antes de acelerar a nível nacional em 26 de abril, disse Kono em uma coletiva de imprensa na quarta-feira.

O terceiro lote de vacinas da Pfizer-BioNTech foi aprovado pela União Europeia-UE e deve chegar ao Japão em 1º de março, disse ele. O lote terá 526.500 doses, dependendo dos tipos de seringas usadas.

A atualização do cronograma de vacinação do Japão ocorre em meio a preocupações com escassez no fornecimento criada pelos novos controles da UE sobre exportações de vacinas e atrasos de produção na fábrica da Pfizer na Bélgica.

O Japão assinou contrato para receber 144 milhões de doses da Pfizer, e Kono espera que o fornecimento aumente, visto que a farmacêutica dos EUA eleva a produção a partir de abril.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Aprovadas leis que preveem multas para quem descumprir medidas contra o coronavírus no Japão

As punições previstas em lei foram criadas com base em situações registradas pelas autoridades

medidas contra o coronavírus
O Parlamento japonês aprovou na quarta-feira (3) alterações nas leis de Medidas Especiais e de Doenças Infecciosas que preveem multas para pessoas e empresas que não cumprirem as restrições para prevenir a disseminação do coronavírus. 

As leis revisadas entram em vigor na próxima semana, no dia 13 de fevereiro, segundo a NHK. E chegam em um momento em que o país enfrenta sua terceira onda de infecções e alto número de casos graves pressionando os hospitais. 

A partir da entrada em vigor das leis revisadas, quem testar positivo para Covid-19 e se recusar a ser hospitalizado pode ser multado em até 500 mil ienes, e aqueles que não participarem de pesquisas epidemiológicas pelas autoridades de saúde, pagarão até 300 mil ienes de multa, segundo a Kyodo News.

Restaurantes e bares que não respeitarem os pedidos de redução do horário de funcionamento também poderão ser multados em até 300 mil ienes. 

A tentativa inicial do governo central impor também punição com prisão nestes casos foi considerada como excessiva pelos partidos de oposição e não passou na revisão das leis. 

O governo central justifica estas medidas ao se deparar com casos como de um homem que fugiu do hospital durante o tratamento dos graves sintomas de Covid-19. Na ocasião ele passou até no seu local de trabalho, alegando preocupação com os negócios. 

As autoridades de dezenas de cidades relataram casos de pessoas que se recusaram a ser hospitalizadas ou fugiram do tratamento, segundo o ministro da saúde, Norihisa Tamura, que espera que as leis revisadas garantam o cumprimento das medidas contra o coronavírus. 

O primeiro-ministro Suga Yoshihide comentou que a revisão (das leis) ajudará a tornar as medidas antivírus mais eficazes. “Vamos usá-la para reduzir ainda mais infecções, dando a devida consideração aos direitos dos indivíduos e das empresas", disse, segundo a NHK. 

Até então os governos podiam apenas requisitar o cumprimento das restrições, mas sem sanções contra quem as descumprissem. 

As leis revisadas também permitirão que o governo declare uma situação está aquém do estado de emergência e que são necessárias medidas especiais para o combate ao vírus, o que ocorrerá quando o número de infecções aumentar ao ponto de certa região chegar ao estágio 3, o segundo mais alto de um sistema de alerta com quatro níveis. 

O Parlamento, porém, anexou uma resolução para que o governo leve em conta que os direitos das pessoas podem ser afetados por certas medidas, mesmo na ausência de um estado de emergência 

No dia 7 de janeiro o governo declarou o segundo estado de emergência na pandemia para Tóquio, Saitama, Chiba e Kanagawa, e depois expandiu-o para outras sete, como Osaka, Hyogo, Quioto, Aichi, Gifu, Fukuoka e Tochigi. Na terça-feira (2), anunciou a extensão da emergência para dez delas, excluindo Tochigi. 
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Japão promulga lei para tornar vacina contra Covid-19 gratuita aos residentes

Governo japonês arcará com os custos completos das vacinações contra coronavírus

vacina contra Covid-19
O parlamento japonês aprovou uma lei nesta quarta-feira (2) com a finalidade de cobrir os custos para os residentes serem vacinados contra o novo coronavírus, visto que esperanças aumentam pela chegada em breve de vacinas após relatos recentes de progresso em meio a um ressurgimento de infecções.

A Câmara dos Conselheiros aprovou de forma unânime um projeto de lei para revisar a atual lei de vacinação após o primeiro-ministro Yoshihide Suga ter prometido garantir imunizações para a população de cerca de 126 milhões do país no primeiro semestre do ano que vem.

O Japão concordou com a gigante farmacêutica dos EUA, a Pfizer, a firma americana Moderna e a britânica AstraZeneca para receber vacinas suficientes destinadas a 145 milhões de pessoas quando elas forem desenvolvidas com sucesso, separando um orçamento de ¥671,4 bilhões (US$6,4 bilhões) para o propósito.

Na corrida global acelerada para desenvolver vacinas com o intuito de combater a pandemia, a Pfizer e sua parceira alemã de desenvolvimento, a BioNTech SE, pediram recentemente aprovação da União Europeia após fazer o mesmo nos EUA e no Reino Unido.

A lei revisada não esclarece se o esquema incluirá residentes estrangeiros do Japão, mas oficiais do Ministério da Saúde disseram que elas sejam cobertas baseados em outras vacinações oferecidas gratuitamente.

O governo precisa coletar informações sobre a eficácia e segurança de vacinas sob desenvolvimento, visto que algumas delas empregam genes artificiais e outras tecnologias que ainda precisam ser usadas fora de um ambiente de laboratório.

Dieta

Embora a lei revisada recomende fortemente que as pessoas sejam imunizadas, o governo permitirá que indivíduos recusem se a eficácia e segurança de vacinas não forem comprovadas suficientemente no momento da aprovação.

No caso de uma vacina causar graves efeitos colaterais, a lei revisada estabelece que o governo cubra gastos médicos e pensões por invalidez como parte de medidas de alívio e arque com danos em nome das fornecedoras das vacinas.

O secretário-chefe do Gabinete, Katsunobu Kato, principal porta-voz do governo, disse em uma coletiva de imprensa, “Realizaremos esforços para estabilizar um sistema a fim de administrar suavemente vacinas ao colaborar de perto com governos locais e profissionais da saúde”.

Municípios serão responsáveis pelo trabalho administrativo relacionado às vacinações, as quais serão bancadas pelo estado.

A Dieta também aprovou uma lei separada permitindo ao governo continuar além de fevereiro a quarentena de pessoas que testam positivo para o novo coronavírus na chegada ao Japão, estendendo a medida que teria fim após 1 ano.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Mesmo com certificado negativo para coronavírus 17 passageiras testaram positivo no aeroporto de Kansai

Elas passaram pelo teste de antígeno no aeroporto, o qual deu resultado positivo, embora todas assintomáticas

aeroporto de Kansai
Para os estrangeiros que querem visitar ou retornar ao Japão é preciso que tenham em mãos o certificado de resultado negativo para Covid-19, emitido com data recente, no máximo 3 dias do embarque no país de origem.

No entanto, soube-se na quarta-feira (18), que 17 indonésias, todas jovens, tendo com destino final Hiroshima, testaram positivo no KIX-Aeroporto Internacional de Kansai, em Osaka.

Segundo o MHLW-Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, elas chegaram em 11 deste mês, vindas de Jacarta, capital da Indonésia. Está investigando as circunstâncias, considerando que existe uma grande possibilidade de que tenha ocorrido um cluster de infecção do novo coronavírus antes do embarque.

De acordo com o ministério é a primeira vez que um grupo que não seja de familiares testa positivo no aeroporto.

As indonésias são todas assintomáticas e se encontram em tratamento em um hotel.
Fonte: Portal Mie com Sankei e Yomiuri

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Novo premiê do Japão diz que fará o possível para proteger empregos e combater coronavírus

 Ele também prometeu que aumentaria a capacidade de testes para detecção do vírus

Primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga
O novo primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, prometeu que fará o possível para proteger os empregos da população e, ao mesmo tempo, combater o coronavírus.

Em sua primeira entrevista coletiva como primeiro-ministro, Suga disse que o maior desafio que o Japão enfrenta atualmente é a disseminação do novo coronavírus, mas acrescentou que há necessidade de equilibrar a luta contra o vírus com o renascimento econômico.

Ele também prometeu que aumentaria a capacidade de testes para detecção do coronavírus e garantiria uma vacina gratuita para todos os moradores do país quando estivesse pronta.

Suga afirmou que não poderia haver um vácuo político em um momento de crise nacional, reconhecendo seu antecessor Shinzo Abe e dizendo que continuaria com suas políticas.

Suga foi formalmente eleito primeiro-ministro do Japão pelo Parlamento do país na quarta-feira para se tornar o primeiro novo líder do país em quase oito anos, e nomeou um gabinete que mantém cerca da metade dos rostos familiares que atuaram sob a liderança de Abe.

Suga, de 71 anos e braço direito de longa data de Abe, prometeu seguir vários dos programas do antecessor, incluindo sua estratégia econômica "Abenomics", e seguir adiante com reformas estruturais, incluindo a desregulação e a redução de barreiras burocráticas.

Abe, o premiê japonês que permaneceu por mais tempo no cargo na história, renunciou por causa de problemas de saúde após quase oito anos no poder. Suga atuou em seu governo no posto-chave de secretário chefe de gabinete, trabalhando como principal porta-voz do governo e coordenando suas políticas.

Suga, que obteve uma vitória esmagadora na disputa pela liderança do governista Partido Liberal Democrata (PLD) na segunda, enfrenta uma série de desafios, incluindo o combate à pandemia de Covid-19, a retomada de uma economia combalida, além de lidar com uma sociedade que envelhece rapidamente.

Com pouca experiência diplomática direta, Suga também terá de conviver com as crescentes tensões entre Estados Unidos e China, construir relações com o vencedor das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro e tentar manter nos trilhos os laços do país com Pequim.

Cerca de metade dos membros do gabinete de Suga atuaram no governo Abe. Há somente duas mulheres e a média de idade, incluindo Suga, é de 60 anos.

Entre os que permanecem estão ocupantes de postos-chaves como o ministro das Finanças, Taro Aso, e o titular das Relações Exteriores, Toshimitsu Motegi, assim como a ministra da Olimpíada de Tóquio, Seiko Hashimoto, e o ministro do Meio Ambiente, Shinjiro Koizumi, o mais jovem do governo com 39 anos.

"É um gabinete de Continuidade com 'C' maiúsculo", disse Jesper Koll, conselheiro sênior da gestora de ativos WisdomTree Investments.

O irmão mais novo de Abe, Nobuo Kishi, ficou com a pasta da Defesa, enquanto o ex-ministro da Defesa Taro Kono assumirá o ministério da Reforma Administrativa, cargo que já ocupou.

Yasutoshi Nishimura, principal nome de Abe na resposta à Covid-19, permanecerá como ministro da Economia, enquanto o titular da Indústria e Comércio, Hiroshi Kajiyama, filho de um político que foi mentor de Suga, também manterá o cargo.

Katsonobu Kato, que está deixando o comando do Ministério da Saúde, assumirá o desafiador cargo de secretário chefe de gabinete de Suga. Coube a ele anunciar os nomes do novo gabinete.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Japão planeja facilitar no próximo mês restrições de entrada para estrangeiros com visto permanente

 Reentrada será permitida para residentes permanentes e estudantes, desde que sejam submetidos a testes PCR e quarentena por 14 dias

entrada para estrangeiros com visto permanente

O Japão planeja diminuir suas restrições de viagem por causa da pandemia de Covid-19 para estrangeiros com visto de residência a partir do próximo mês, informou a emissora pública NHK, após protestos sobre as dificuldades emocionais e econômicas que as medidas estão infligindo.

A reentrada será permitida para residentes permanentes e estudantes de intercâmbio, desde que sejam submetidos a testes PCR e fiquem em quarentena por 14 dias em locais designados. As medidas são semelhantes às atualmente aplicadas aos cidadãos japoneses que retornam ao país, informou a NHK nesta sexta-feira (21).

Atualmente, o governo proíbe a entrada de estrangeiros de 146 países e territórios. As restrições se aplicam até mesmo a residentes permanentes e estudantes. Exceções podem ser feitas para partos e funerais de parentes.

Cerca de 2,6 milhões de estrangeiros possuem status de residente no Japão. As autoridades estão se preparando para expandir a capacidade de teste em Narita e em dois outros aeroportos importantes para 10 mil pessoas por dia no próximo mês para atender à demanda.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Tóquio realizará Olimpíada mesmo com Covid-19, diz comitê organizador

Ninguém sabe qual será a situação quando os Jogos começarem em 23 de julho de 2021
Jogos Olímpicos de Tóquio

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio estão se preparando para sediar o evento no próximo ano mesmo que a pandemia global de coronavírus não tenha diminuído substancialmente, disse à Reuters na última terça-feira o chefe executivo do comitê organizador, Toshiro Muto.

A Olimpíada de Tóquio estava programada para começar na sexta-feira, mas foi adiada para 2021 por causa da pandemia.

Desde então, os organizadores se esforçam para reorganizar um evento que já vinha sendo preparado há quase uma década, enquanto tentam garantir que a Olimpíada do próximo ano seja segura para atletas, autoridades e torcedores.

Muto disse que, embora os organizadores esperem que a ameaça representada pelo vírus possa ser reduzida, ninguém sabe qual será a situação quando os Jogos começarem em 23 de julho de 2021.

Os organizadores estão assumindo que o coronavírus continuará sendo um grande problema.

“É bastante difícil para nós supor que a pandemia de coronavírus esteja contida”, disse Muto à Reuters. “Mas se podemos realizar os Jogos em Tóquio com coronavírus, Tóquio pode ser o modelo para os próximos Jogos Olímpicos ou outros eventos internacionais.”

Muto afirmou esperar que a Olimpíada possa ser a referência em um mundo pós-pandemia.

“Ao entregar os Jogos com sucesso em Tóquio, esperamos fortemente que isso possa criar um legado que está na história da humanidade.”

Novos patrocinadores
O adiamento dos Jogos implicará custos adicionais para os organizadores.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) já estimou que o adiamento custará 800 milhões de dólares, mas o lado japonês tem sido menos acessível em fornecer números exatos.

Muto disse que o número final não será conhecido até dezembro, mas espera que a aquisição de novos patrocinadores, apesar da previsão econômica sombria, ajude a preencher a lacuna.

“Eu sei que as empresas estão em péssimas condições por causa do coronavírus, mas ainda existem empresas que estão se apresentando para dizer que querem patrocinar os Jogos, o que agradecemos muito”, declarou Muto.

“É uma notícia brilhante.”

Muto acrescentou que reuniões serão realizadas a partir de setembro, com membros do governo japonês e do governo metropolitano de Tóquio sobre a melhor forma de reconstruir o apoio público aos Jogos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Chama olímpica será exibida em Fukushima, que teve desastre nuclear em 2011

Até fim de abril, ela ficará em exibição dentro de uma espécie de lampião no Centro de Treinamento de Futebol J-Village, onde começaria o revezamento, que foi adiado
Chama olímpica de Tóquio 2020

A chama olímpica de Tóquio 2020 foi colocada em exposição para o público na cidade de Fukushima, onde vai ficar até o fim de abril antes de ser transportada para a capital japonesa. Ela está no Centro de Treinamento de Futebol J-Village, onde teria início o revezamento da tocha antes do adiamento das Olimpíadas desse ano para 2021 por conta da pandemia de coronavírus.

A exposição nesse local será aberta de 9h até 16h, e a chama ficará numa espécie de lampião. Os organizadores pedem que os visitantes observem as precauções por conta da pandemia de coronavírus antes de visitarem o local.

- Para ajudar a prevenir a disseminação da Covid-19, pedimos ao público que venha usando máscaras para visitar a instalação. Temos o direito de negar a entrada de quem não use máscaras. Pedimos aos que não se sintam bem ou tenham sintomas da doença, como febre e tosse, que não venham. É preciso manter uma certa distância de outras pessoas para evitar o risco de infecção - diz um comunicado oficial.

A chama foi recebida pelo governador de Fukushima, Masao Uchibori, e o chefe de operações do escritório da Tóquio 2020, Yukihiko Numomora. O Comitê Organizador afirma que a chama está "adquirindo um novo simbolismo de esperança para os países do mundo durante esses tempos desafiadores".

Chama olímpica

Há três semanas, a chama foi acesa em cerimônia de portões fechados pela atriz Xanthi Georgiou, que interpretou uma alta sacerdotisa. Ela deu uma mensagem de apoio para que a chama continue a queimar no Japão, apesar do adiamento das Olimpíadas para 2021 (com data de início marcada para 23 de julho do ano que vem).

- Ela vai continuar a iluminar para nos lembrar que, quando superamos as dificuldades que passamos, podemos e devemos construir um mundo melhor, onde possamos proteger o meio ambiente e a natureza e respeitar uns aos outros apesar das diferenças. As sociedades precisam ser mais humanas, e as pessoas precisam viver em paz e harmonia. Eu desejo boa saúde a todo o mundo - comentou.

Fukushima foi escolhida para o início do revezamento da tocha para celebrar e promover a recuperação da região. Um terremoto e uma tsunami, que causaram um desastre em uma usina nuclear, terminaram com 15 mil mortes em 2011.
Fonte: GloboEsporte

segunda-feira, 23 de março de 2020

Grupo Emirates suspende a maioria de seus voos em meio ao surto de coronavírus

A companhia aérea sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, planeja suspender a maioria de seus serviços de passageiros a partir de 25 de março
Emirates

O Grupo Emirates está suspendendo temporariamente grande parte de seus voos comerciais – mantendo somente suas operações de carga – por causa do coronavírus.

A companhia aérea sediada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, planeja suspender a maioria de seus serviços de passageiros a partir de 25 de março, disse em uma declaração no domingo (22).

Após dizer inicialmente que suspenderia todos os voos comerciais, a companhia alterou sua declaração no fim de domingo para dizer que continuará operando voos comerciais a 13 destinos em resposta a “pedidos de governos”.

A Emirates também está tomando várias outras medidas de redução de custos, incluindo reduzir operações em sua divisão de serviços, a Dnata, e corte temporário dos salários-base de grande parte dos funcionários.

O anúncio ocorre enquanto aéreas de todo o mundo lutam contra um massivo prejuízo nos negócios, já que a demanda para viagens secam em meio ao surto de coronavírus. Em todo o mundo, casos de Covid-19 chegam aos 300 mil, cerca de 13 mil pessoas morreram e muitos países e jurisdições locais implementaram restrições de viagem para impedir a propagação.

Companhias aéreas dos EUA têm observado praticamente um “encerramento” das viagens domésticas, e alguns imaginam que oficiais federais vão reter grande parte ou todos os voos nacionais. A indústria de companhias aéreas dos EUA está buscando cerca de US$50 bilhões em auxílio federal para ajudar a lidar com a crise.

“O mundo literalmente entrou em quarentena devido ao surto de coronavírus”, disse o presidente e CEO do Grupo Emirates, HH Sheikh Ahamed Bin Saeed Al Maktoum, em uma declaração.

“Como uma rede de companhia aérea global, nos encontramos em uma situação em que não podemos operar de forma viável serviços de passageiros até que os países reabram suas fronteiras, e a confiança em viagens retorne. Embora ainda estejamos operando voos de carga que se mantêm movimentados, a Emirates suspenderá temporariamente a maiorias de seus voos comerciais a partir de 25 de março”, disse ele.

Para quais destinos os voos da Emirates continuam
A Emirates continuará a operar sua rede de carga aérea para transportar “produtos essenciais que incluem suprimentos médicos” em todo o mundo.

Voos comerciais continuarão para o Reino Unido, Suíça, Hong Kong, Tailândia, Malásia, Filipinas, Japão, Singapura, Coreia do Sul, Austrália, África do Sul , Estados Unidos e Canadá “até novo aviso, contanto que as fronteiras se mantenham abertas”, disse no domingo a Emirates em sua declaração atualizada.

Medidas para proteger seus funcionários
A companhia disse que está tomando medidas para proteger a saúde de seus funcionários que precisam continuar a ir trabalhar, incluindo limpeza melhorada em suas instalações e em suas aeronaves, verificação de temperatura corporal nos pontos de entrada de seus escritórios e fornecimentos de antissépticos para as mãos e máscaras para alguns funcionários de linha de frente.

“Ao invés de pedir a funcionários que deixem o negócio, escolhemos implementar uma redução temporária de salário-base, visto que queremos proteger nossa força de trabalho e manter nosso pessoal talentoso e habilidoso, o máximo possível”, disse Sheikh Ahmed.

“Queremos evitar cortes de postos de trabalho. Quando a demanda entrar no ritmo novamente, também queremos ser capazes de aumentar e retomar serviços para nossos clientes”.
Fonte: Portal Mie com CNN

terça-feira, 17 de março de 2020

Companhias aéreas reduzem voos em meio a restrições de viagem na Europa

Os esforços das aéreas se intensificaram após a Organização Mundial da Saúde ter dito que a Europa é agora o epicentro da pandemia de coronavírus
Lufthansa

Companhias aéreas sediadas na Europa estão diminuindo voos drasticamente em resposta a restrições de viagem impostas por países europeus que combatem a pandemia de Covid-19.

Seus esforços se intensificaram após a Organização Mundial da Saúde – OMS ter dito que a Europa é agora o epicentro da pandemia.

A Alemanha impôs restrições rigorosas na segunda-feira (16) sobre pessoas que entram e saem da nação. Países como República Tcheca e Dinamarca estão negando a entrada de estrangeiros.

A queda na demanda por viagens foi exacerbada pela decisão dos Estados Unidos de aplicar restrições radicais sobre viagens partindo da Europa.

O Grupo Lufthansa da Alemanha diz que reduzirá em 90% seus serviços de longa distância e em 80% os de curto percurso. O grupo também anunciou que sua subsidiária Austrian Airlines diminuirá todos os voos entre 19 e 28 de março.

O grupo Air France-KLM disse que reduzirá sua capacidade em até 90%. Um grupo que inclui a British Airways e a Iberia diminuirão serviços em 75% ou mais.

A pandemia também está gerando caos na mão de obra das aéreas. A Scandinavian Airlines vai despedir até 10 mil funcionários. Esse número representa 90% da força de trabalho da companhia. A Norwegian Air Shuttle vai dispensar temporariamente 7,3 mil funcionários.

Segundo especialistas, algumas aéreas podem acabar precisando de suporte do governo para se manterem no mercado.
Fonte: Portal Mie com NHK